Maximiliano da Rosa Blog

Blog pessoal do escritor Maximiliano da Rosa. Livros, poesias, notícias, artigos e tudo mais.

Clamor ao Infinito [POESIA]

Solidão, nuvem que chora sangue
Que traduz o hálito da vaidade
Em doses de enxofre on the rocks
Sangria perversa sem pai
Nem hora marcada

Morte, nuvem que trespassa o infinito
Frutos adocicados da árvore do bem e do mal
Guerra dos santos conta a guerra santa

Amor, nuvem que cospe relâmpagos
Das mais descrente frivolidade
Que fulmina os egos, enquanto
Clamamos ao infinito
Que nos transforme em pó
Aos poucos

Nunca aos prantos


Pai versus Filhos: Conto em duas versões

Pai versus Filhos: Conto em duas versões

Já está disponível na Amazon o ebook "Pai versus Filhos: Conto em duas versões". Trata-se de um conto, ou se preferirem, uma história curta, escrito por mim há alguns anos e vencedor de um concurso literário na cidade de Santa Rosa em 2005. O livro é composto de duas versões desta mesma história. Uma é o conto original com ligeiras modificações e que venceu o  "I Concurso Nacional de Contos “Darques Lunelli” da ASES de Santa Rosa, RS, em 2005, com o título de “Filhos Versus Pai”.

A outra versão é simplesmente a mesma história expandida e contada por outro ângulo, com outra linguagem. Ambas as versões são bem interessantes.

A sinopse é mais ou menos a seguinte:
"Um drama sobre pais e filhos. Narrada em duas versões, uma pela ótica de um dos filho e outra pela do pai, este conto narra a história de uma vingança dos filhos contra o pai que os abandonou. Em sua juventude Sebastião viveu uma vida de aventurar amorosas. Portador do vírus da AIDS, ele nunca assumiu nenhum de seus supostos filho. Agora, à beira da morte, o passado bate à sua porta e ele vai ficar cara a cara com seus filhos."

O ebook está disponível na Amazon e pode ser lido em aplicativos para smartphones e tablets, bem como no Kindle e tablets da Amazon.

Sou Um Homem [POESIA]

Sou um homem

Zanzando no meio de um temporal

Lenço branco na mão

E um punhado de amor

Embrulhado nas folhas de um jornal

Sou um homem

Que chora

Quando nascem estrelas

E morrem centauros

Sou um homem

Perdido

Tentando dormir

Dentro de uma garrafa

Atirada ao mar

Das aparentes desilusões

Coração Esmigalhado [POESIA]

Coração esmigalhado, eu espero

O grande dia

Não sou valente

Meus ossos não são de ferro


Daqui onde estou não vejo o fim

Da estrada

Há muita chuva

E vez ou outra, nesga

De sol


Chegar, chegarei

A qualquer momento

Minha fé quase me fortalece

Café amargo e forte

Quase me mantém acordado


Um dia chegarei



e direi:

...

bem, não sei o que direi